terça-feira, 16 de junho de 2009

Eu já falei eu quero ser “Ágil”

Recomendo esse post da InfoQ com entrevista com James Shore, assim como seu livro “A arte do desenvolvimento ágil

InfoQ conversou com James sobre sua percepção de que a adoção de métodos ágeis estã crescendo de forma errada… , não percam o post !

[Trecho]

As pessoas estão dizendo, "Queremos ser ágeis", e então buscam a forma mais barata e rápida, e como resultado, esta transformação não estão tornando a vida delas nada fácil. Em muitos casos, estão tornando a vida pior.
...
O que eu vejo é que a palavra ágil se tornou um jargão, e agora "ser ágil", tornou-se o objetivo. Porém, se "ser ágil" é o objetivo, você pode simplesmente fazer qualquer coisa, por mais anormal que seja, colocar a palavra "ágil" e declarar sucesso, mas sem realmente ter feito nada que melhorasse a forma de trabalho.

O objetivo do movimento ágil não é "se tornar ágil", mas sim produzir sistemas que tenham valor e que façam o que se propõem de maneira eficaz, flexível e humana.

2 comentários:

  1. Interessante mesmo.
    Uma vez vi um diagrama sobre inovação, no qual mostrava que toda nova tecnologia/metodologia/processo chega num momento em que fica popular até mesmo para os late-adopters e aí o que acontece é que tais pessoas e empresas procuram um _produto_ que sirva como forma de introduzir algo que na verdade é uma mudança de cultura, de processos etc. Ou seja, surgiu um mercado de gente querendo "comprar" métodos ágeis, na forma de cursos, na forma de software, de consultoria etc. E por outro lado aparece um mercado disposto a vender tais promessas, claro.

    Enquanto isso, os early adopters já estão buscando soluções para os próximos problemas, que 5 anos depois vão tb virar produtos, livros..é um ciclo eterno.

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  2. Ta aí uma preocupação muito importante.
    Infelizmente o modismo traz este tipo de problema.

    O que nem todos sabem é que ágil não remete a leveza ou facilidade. Um processo ágil de verdade é mais encorpado do que muito do que se vê por aí.

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